Diário de Criação

Como Nasceu a Árvore Vida – A História da Criação do Canal “Estórias do Jardim”

Vida e Amigos - Personagens do Estórias do Jardim

Nesse post vou contar a vocês como surgiu a ideia dos personagens do canal Estórias do Jardim (https://www.youtube.com/@estoriasdojardim), como criei a árvore Vida, de onde surgiram as músicas e as estórias que tenho publicado no canal.

Tudo, absolutamente tudo, do que tem acontecido em minha vida pessoal e profissional tem a ver com Deus. Isso já deve ser óbvio, não é? Mas é que eu ainda não pude expressar em detalhes o porquê vivo falando isso. Esse site, o meu trabalho, é uma tentativa de contar esses milhões de pequenos milagres diários e como Deus tem me guiado.

No texto do Meu Testemunho (https://irinajanaina.com.br/meu-testemunho/) aqui no meu site, eu conto sobre a minha conversão, em 2020. Resumidamente, procuramos a igreja, eu e meu marido, para nos ajudar com nosso relacionamento e na criação dos filhos. No primeiro dia que visitamos uma igreja, já levantei a mãozinha na hora do chamado, convicta que eu estava que aquele ambiente seria importante para o crescimento dos meus filhos. Mal sabia eu, que a grande transformação, que quem precisava mesmo, era eu. Assim, me converti em Novembro de 2020, comecei a ler a Bíblia imediatamente, me batizei em Outubro de 2021, e Deus foi me transformando em todos os âmbitos de minha vida e personalidade. A leitura da Bíblia em especial foi um advento muito especial e significativo. Eu amo livros, literatura, estórias e história. Eu não tinha a menor ideia do que era a Bíblia. Como nossa sociedade fala muito de cristianismo, Bíblia, Deus, Jesus e religião, eu julgava que sabia. Mas não sabia. O que eu conhecia era mensagem de filme e novela, deturpado, extirpado, remendado.

A minha paixão pelos livros da Bíblia foi imediata. Como leitora acima da média, sem falsa modéstia, me permito declarar, e com uma extensa lista de literatura clássica lida, reconheci imediatamente o valor das mensagens da Bíblia. E como gosto de escrever, já fui anotando enquanto lia. Criei uma planílha para anotar os meus versículos favoritos de cada capítulo lido. E ia lendo e viajando nas histórias, pesquisando a cultura da época, ouvindo pregações e palestras explicativas, dos mais diversos pastores, teólogos e filósofos. De verdade, me apaixonei! Fui a fundo para conhecer e compreender a história dos povos da Bíblia. Então, anotava os versículos e, na coluna ao lado, já ia também criando um pequeno enredo fictício baseado naquele pequeno versículo.

Desse ‘fichamento’ surgiram vários contos, a maioria nem publiquei. E, como estava num período mãe integral, apaixonada que sou por meus filhos e por crianças, a maioria dos contos era direcionada para eles.

E, como sempre, quando escrevo qualquer coisa, dou para meu marido ler. Meu fã número único! Ele, empreendedor nato e convicto, já pensou em transformar os textos em negócio e me sugeriu criar contos animados para o Youtube. Só que, eu não sabia desenhar, não sabia design gráfico, Photoshop, CorelDraw, nenhuma dessas ferramentas. Mas tinha uma atração e animação muito forte para aprender coisas novas. Fui aprender sozinha, no Youtube, como criar animação. Veja bem, o Canva ainda não estava tão avançado como é hoje, essas ferramentas de design eram caras e difíceis para pessoas fora do ramo do design, a inteligência artificial ainda era um rumor – ou uma ameaça!!! Mas já havia ferramentas disponíveis que possibilitavam a pessoas leigas como eu, fazer videos animados. Maratonei o canal do Nespol (https://nespol.com.br/) e tentei criar animações na ferramenta VideoScribe. Não deu certo, ficou horrível, demorei tempo demais. Eu já estava criando a Papel da Fé nessa época, então, desisti da ideia de fazer videos.

Lancei a Papel da Fé, estava empolgada, muito feliz, apaixonada pelos produtos que criei, amando a atividade artesanal. Só que, a papelaria sempre foi um meio, nunca foi meu objetivo principal, tanto que no registro da marca consta “Papel da Fé – Literatura e Cristianismo. Sempre foi sobre livros, desde o princípio. A ideia era papelaria E (enfoque no E) editora. Porque, na verdade, eu precisava de uma renda para ajudar nas despesas e que viabilizasse o meu sonho de me tornar uma escritora, para, no futuro, viver de escrever. Como esse era um plano que eu tinha traçado para longo prazo, pensei em aliar a uma atividade que fosse complementar à escrita: papelaria. O site da Papel da Fé estava lindo. Eu mesma fiz, seguindo tutorial de internet. O Instagram estava pronto. Os produtos, também, lindos. Tinha estoque. Tinha todos os recursos necessários. Só faltava uma coisa, muito importante, vender. Não sei vender. Estava ansiosa e com pressa, mas tinha que dispensar tempo e esforço para vender, o tempo que eu teria para criar e escrever. Travei. É irônico: papelaria e editora podem até ser complementares, mas vendedor e escritor, taí duas personalidades antagônicas. Mas tudo bem, com Deus ao meu lado, eu estava disposta a tudo. Afinal, era uma coisa nova a aprender: Vender! Fiz até um slogan motivacional “VENDA É RENDA”, e passei a estudar sobre vendas para alavancar minha papelaria.

A demora na alavancagem e a pouca adesão estavam atreladas a minha inabilidade em vendas e marketing, eu estava ciente disso. Mesmo assim, o desânimo vêm. Vendo que eu estava nesse momento, digamos, soturno, meu marido me propôs voltar a tentar os videos animados infantis, agora com o auxílio da inteligência artificial, que eu já estava até usando para a publicação de posts nas redes sociais. Eu estava tão deprimida na época, que num primeiro momento me chateei, porque mesmo desanimada, não significava que eu tinha desistido. Desistir é algo que criei alergia depois dos 50 anos. Fica aqui o meu conselho para os mais jovens, não desistam, terminem o que estiverem fazendo, depois passa para o próximo projeto, mas concluam as etapas, fechem os ciclos. Me arrependo dos ciclos interrompidos na minha vida. Então, a principio, encarei o novo desafio como estorvo, nova interrupção. Houve um pouco de atrito, mas não quis dizer não, porque no fundo eu sempre quis ter um canal no Youtube, mas não tinha tido ‘desculpa’ ainda para abrir um. Voltei a estudar. Videos e videos de tutoriais, em português, em ingles, em espanhol, vários canais diferentes. Assinei umas quatro ferramentas diferentes, comecei a fazer testes. Peguei um dos textos que tinha escrito em 2021 e tentei animar. E depois de várias gerações, ferramentas diferentes, muito estudo, um tema começou a se desenvolver em minha cabeça. Eu não queria fazer uma versão brasileira do Cocomellon, não queria simplesmente copiar outro canal. A maioria dos tutoriais indicam você começar a partir de algum video que esteja dando certo. A lógica faz sentido, mas eu não consigo simplesmente copiar. Me sinto mal, uma impostora. Então comecei a escrever estórias infantis tentando desenvolver um tema original.

Só que, mesmo disposta a começar uma nova empreitada, uma condição estabeleci com meu marido. Não iria abandonar a Papel da Fé. E foi desse amor pela Papel da Fé que surgiu Árvore Vida. Ora, a logomarca da Papel da Fé é uma árvore. Então eu resolvi animar a logo. Além disso, o lema da Papel da Fé é: “Falar da Palavra. Testemunhar a Graça. Entregar os Frutos”. As estórias da árvore são os frutos. A própria árvore mágica do Jardim é um dos frutos da Papel da Fé. Fiquei tão empolgada que antes mesmo do primeiro video o canal já tinha nome, registro, domínio, site (a ser lançado), email e contas no Youtube, Instagram e Tiktok. O lema do canal era: estórias cantadas, fictícias, baseadas em versículos, para dar aos pais ferramentas para o ensino da moral bíblica para crianças, de uma forma lúdica e fáceis de memorizar. O processo de prescrutar a Bíblia, estudar a mensagem, escrever o roteiro do video, escrever a letra da música, aprender a mexer com inteligência artificial para gerar imagens, videos, músicas, aprender a editar, publicar e divulgar foi sendo construído, não vou dizer de forma automática, porque foi difícil e trabalhoso, mas foi muito prazeroso. Ver a ideia se transformar e ganhar vida era tão satisfatório quanto escrever.

Fiz as primeiras versões, fiz alguns videos, mas não gostei. A árvore até era bonitinha, mas lembrava um brócolis. Até que finalmente, após vários prompts, várias ferramentas, cheguei ao desenho que eu tinha imaginado. E fiz o primeiro video. E os personagens foram nascendo. Não tenho medo de dizer que foram nascendo milagrosamente, porque eu acredito no Deus que faz milagres. As músicas eram fáceis de cantar e decorar. Meus filhos ficavam cantando sem parar a música do video da semana.  

E assim está sendo, semana após semana, vou fazendo os videos. Assim nasceram Vida, Lavi, D. Leona, Talia, D. Lana, Sr. Shofar, Bem, D. Ima, Sr. Ravi, e o Leão, que todos sabem quem é, mas eu não tenho coragem de nomeá-lo. Mas todos sabem quem é. Fui aprendendo cada vez mais, de video em video. Ainda estou aprendendo. Tenho muito orgulho desse canal que criei, e oro para que ele seja benção na vida de muitas crianças. E desse canal foram surgindo mais frutos, porque conforme estou aprendendo a mexer no Youtube, nos aplicativos de geração de imagens, música, voz, narração e edição, mais rápido vou conseguindo transformar em imagens as minhas criações literárias, e assim vou chegando mais perto da minha meta inicial que é “Divulgar estórias que disseminem a Palavra de Deus para fortalecer a cultura e os ensinamentos de Jesus” . Isso é frutificar, uma semente após a outra, com paciência e muito cuidado diário, humildade para aprender, determinação para trabalhar com esforço e dedicação, confiando que o resultado não é o retorno financeiro, mas o benefício que o meu trabalho pode levar a outras pessoas. Há muito que minha oração diária é “querer o que Deus quer para mim”, e Ele, na sua imensa graça e misericórdia, me permite todos os dias acordar para criar estórias para falar dEle.

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O universo narrativo de Estórias do Jardim, incluindo seus textos literários, histórias, roteiros, letras, personagens e demais elementos de criação autoral, é resultado da concepção, direção criativa e desenvolvimento de Irina Janaina.
As produções podem contar com o auxílio de ferramentas de inteligência artificial nos processos de ilustração, animação, composição musical e edição audiovisual, preservando-se os direitos autorais sobre as contribuições criativas humanas, nos termos da legislação aplicável.
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